sábado, 31 de dezembro de 2011

Drogas

Conceitos 
Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas,de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THC tetrahidrocanabiol (da maconha). As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais. O termo droga, presta-se a várias interpretações, mas comumente suscita a idéia de uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, o humor e o comportamento. As drogas estão classificadas em três categorias: as estimulantes, os depressores e os perturbadores das atividades mentais. O termo droga envolve os analgésicos, estimulantes, alucinógenos, tranquilizantes e barbitúricos, além do álcool e substâncias voláteis. As psicotrópicas, são as drogas que tem tropismo e afetam o Sistema Nervoso Central, modificando as atividades psíquicas e o comportamento. Essas drogas podem ser absorvidas de várias formas: por injeção, por inalação, via oral, injeção intravenosa ou aplicadas via retal (supositório). 

Intoxicação Aguda
É uma condição transitória seguindo-se a administração de álcool ou outra substância psicoativa, resultando em perturbações no nível de consciência, cognição, percepção, afeto ou comportamento, ou outras funções ou respostas psicofisiológicas. 

Uso Nocivo
É um padrão de uso de substância psicoativa que está causando dano à saúde. O dano pode ser físico (como no caso de hepatite decorrente da administração de drogas injetáveis) ou mental (ex. episódio depressivo secundário a um grande consumo de álcool).

Toxicomania
A toxicomania é um estado de intoxicação periódica ou crônica, nociva ao indivíduo e à sociedade, determinada pelo consumo repetido de uma droga, (natural ou sintética). Suas características são:
1 - irresistível desejo causado pela falta que obriga a continuar a usar droga.
2 - tendência a aumentar a dose.
3 - dependência de ordem psíquica (psicológica), às vezes física acerca dos efeitos das drogas. 

Breve história das drogas
A longa trajetória das substâncias psicotrópicas com o passar dos milênios.
Clique e confira! 

Síndrome de Dependência
É um conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos, no qual o uso de uma substância ou uma classe de substâncias alcança uma prioridade muito maior para um determinado indivíduo, do que outros comportamentos que antes tinham mais valor.
Uma característica central da síndrome da dependência é o desejo (frequentemente forte e algumas vezes irresistível) de consumir drogas psicoativas as quais podem ou não terem sido prescritas por médicos. 

Codependência 
Codependência é uma doença emocional que foi "diagnosticada" nos Estados Unidos por volta das décadas de 70 e 80, em uma clínica para dependentes químicos, através do atendimento a seus familiares. Porém, com os avanços dos estudos das causas e dos sintomas, que são vários, chegou-se à conclusão de que esta doença atinge não apenas os familiares dos dependentes químicos, mas um grande número de pessoas, cujos comportamentos e reações perante a vida são um meio de sobrevivência.
Os codependentes são aqueles que vivem em função do(s) outro(os), fazendo destes a razão de sua felicidade e bem estar. São pessoas que têm baixa auto-estima e intenso sentimento de culpa. Vivem tentando "ajudar" outras pessoas, esquecendo, na maior parte do tempo, de viver a própria vida, entre outras atitudes de auto-anulação. O que vai caracterizar o doente é o grau de negligenciamento de sua própria vida em função do outro e de comportamentos insanos.
A codependência também pode ser fatal, causando morte por depressão, suicídio, assassinato, câncer e outros. Embora não haja nas certidões de óbito o termo codependência, muitas vezes ela é o agente desencadeante de doenças muito sérias. Mas pode-se reverter este quadro, adotando-se comportamentos mais saudáveis. Os profissionais apontam que o primeiro passo em direção à mudança é tomar consciência e aceitar o problema.  

Abstinência Narcótica
Independente de sexo ou idade, na gravidez ou não, sempre que se suspendem de forma abrupta os narcóticos, poderá eclodir numa pessoa viciada nestas drogas, uma sequência de sintomas que vão caracterizar a síndrome de abstinência narcótica.

As primeiras 4 horas de abstinência
- Ansiedade, comportamento de procura da droga

As primeiras 8 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral

As primeiras 12 horas de abstinência

- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, ereção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares

As primeiras 18-24 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, ereção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares, insônia, náusea, vômitos, muita inquietação, aumento da frequência respiratória, pulso rápido, aumento da profundidade da respiração, aumento da pressão arterial, hipertermia (febre), dor abdominal

As primeiras 24-36 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, ereção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares, insônia, náusea, vômitos, muita inquietação, aumento da frequência respiratória, pulso rápido, aumento da profundidade da respiração, aumento da pressão arterial, hipertermia (febre), dor abdominal, diarréia, ejaculação espontânea, perda de peso, orgasmo espontâneo, sinais de desidratação clínica, aumento dos leucócitos sanguíneos, aumento da glicose sanguínea, acidose sanguínea, distúrbio do metabolismo ácido-base

Síndrome de abstinência no recém-nascido
Costuma ocorrer após 48 horas do parto de uma gestante viciada em narcóticos com as características:
- Febre, tremor, irritabilidade, vômitos, hipertonicidade muscular, insuficiência respiratória, convulsão, choro agudíssimo, muitas vezes pode ocorrer a morte do recém-nascido
(Fonte: Salvar o Filho Drogado, Dr. Flávio Rotman, 2ª edição, Editora Record)

Gírias utilizadas por usuários de drogas 
queimar um - fumar
mocosar - esconder
caretaço - livre de qualquer efeito da maconha
sussu - sossego
rolê - volta
pifão - bebedeira
rolar - preparar um cigarro
cabeça feita - fuma antes de ir a um lugar
chapado - sob o efeito da maconha
bad trip - viagem ruim, com sofrimentos
nóia - preocupação
marofa - fumaça da maconha
tapas - tragadas
palas - sinais característicos das drogas
larica - fome química
matar a lara - matar a fome química
maricas - cachimbos artesanais
pontas - parte final da maconha não fumada
cemitério de pontas - caixinha ou recipientes plásticos usados para guardar as pontas
pilador - socador para pressionar a maconha já enrolada dentro da seda
dichavar o fumo - soltar a maconha compactada em tijolos ou seus pedaços e separar as partes que lhe dão gosto ruim
sujeira - situação perigosa
dançou - usuário que foi flagrado fumando
mocós - esconderijos de droga
"pipou uma vez, está fisgado"
(Fonte: Anjos Caídos, Içami Tiba, 6ª edição, Editora Gente)

Exames toxicológicos e detecção de drogas 
Quais tipos de exames toxicológicos existentes? Eles detectam qualquer droga?
A partir de quando eles dão positivo? - Saiba mais... 

Como as Drogas Circulam no Corpo 



As drogas circulam de maneira previsível pelo corpo e ganham maior velocidade e alcance a partir do momento em que entram na corrente sanguínea.
O sangue circula dos tecidos para o coração através das veias. Do coração, ele parte para os pulmões para adquirir oxigênio e liberar o dióxido de carbono. O sangue volta, então, para o coração através das artérias, carregando consigo a droga.


As drogas podem der administradas oralmente, aspiradas pelo nariz ou inaladas até os pulmões. Podem também ser injetadas através da pele, de uma camada de gordura, músculo ou dentro de uma veia (via intravenosa). A injeção intravenosa é a via que produz os efeitos mais rápidos. 



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

anorexia e bulimia

Atualmente muito se tem ouvido falar em transtornos alimentares, especialmente a Anorexia e a Bulimia Nervosa, que tornaram-se pauta na mídia devido à morte de jovens do mundo da moda que os vivenciavam e pela história de vida da personagem Gisele, da novela "Páginas da Vida". Dr. Elson Mota, médico psiquiatra e psicoterapeuta, ajuda a esclarecer algumas pertinentes questões sobre estes distúrbios do comportamento alimentar, relacionados à percepção da auto-imagem.1) O que leva uma pessoa a tornar-se bulímica ou anoréxica?
As vezes pode ser difícil identificar com precisão o que leva uma pessoa a tornar-se bulímica ou anoréxica. Não só nesse caso, mas na grande maioria dos transtornos comportamentais, vamos encontrar essa dificuldade. O que sabemos, é que normalmente encontraremos a presença de três elementos básicos: Os fatores predisponentes (que vão identificar a possibilidade de desencadear esse ou aquele transtorno, normalmente ligados a predisposição genética), os fatores desencadeantes ( identificados na presença de um trauma ou um evento marcante que claramente definiu o início da doença) e os fatores psicológicos (no caso da bulimia e anorexia, normalmente ligados à preocupações exageradas em relação a forma física, incrementados pelas exigências da mídia que cultua formas magras e a uma baixa auto-estima desses indivíduos).2) Toda pessoa que tem bulimia ou anorexia é magra?No caso da anorexia sim, já que essa tem seus critérios diagnósticos baseados em alguns fatores que incluem a perda ponderal importante como exigência para se firmar o mesmo. Em relação à bulimia nem sempre isso ocorre. Nesse caso, o que temos é um processo compulsivo de tentar expurgar (através de vômitos provocados, uso de laxantes ou exercícios exagerados) um possível excesso alimentar.No entanto, nem sempre tal fato é acompanhado de uma perda ponderal importante, mas sempre estará ligado à vontade de perder peso ou de não aumentar o peso existente. Concluindo: Até mesmo alguém que esteja acima do peso mas que, por várias vezes por semana, provoca vômitos no intuito de se livrar da alimentação ingerida, é considerada bulímica.3) A bulimia pode levar a um quadro de anorexia?De fato uma pessoa bulímica pode tornar-se anoréxica. Quando um bulímico passa a ter uma progressiva preocupação com a imagem corporal, pode desenvolver dietas restritivas radicais e, consequentemente, alterações físicas que vão caracterizá-lo como anoréxico.4) Existe anorexia com bulimia?Sim, pode existir. Encontramos quadros clássicos de anorexia, com baixíssima ingestão alimentar, e que, apesar disso, realizam atos expurgatórios toda vez que entendem que "passaram" do limite desejável.5) Porque as pessoas demoram tanto tempo para procurar tratamento?Por vários fatores: Desinformação, vergonha, preconceito; mas principalmente por não se sentirem realmente doentes. Muitos consideram seus atos expurgatórios, vômitos provocados etc., como um método válido de manutenção de seu peso, nos casos dos bulímicos. Na anorexia encontramos por parte destes, a crença de que ainda estão acima do peso desejável, e por isso acabam rejeitando qualquer forma de tratamento que os façam ganhar mais algum peso.6) É possível identificar uma tendência à anorexia antes que ela esteja instalada?Costuma-se dizer que nada começa de repente. Normalmente podemos identificar uma preocupação exagerada com a forma física, estando esta como principal objeto de suas vidas e de seus anseios. É também comum observarmos, antes do quadro instalado, uma sucessão de dietas e práticas descontroladas na tentativa de se perder peso. Além disso, podemos notar um culto a artistas, famosos e até mesmo amigos que possuam formas esquálidas.7) Um jovem que tenha uma vida saudável pode em um determinado momento desenvolver uma bulimia ou anorexia?Sim. Algumas dietas exageradas, o desejo de se tornar cada vez mais magro, o medo da rejeição social, podem aos poucos ir desenvolvendo nestes um desejo de emagrecimento, que pode num determinado ponto sair do controle e desenvolver um transtorno alimentar. Existem casos de atores que desenvolveram o transtorno após atuarem em papéis em que lhes foram exigidos uma perda ponderal importante em um curto espaço de tempo.8) Existem exames que possam ajudar a detectar se realmente estamos diante de uma anorexia ou de uma bulimia?Mais uma vez vale o velho ditado médico que diz : A clínica é soberana. O aspecto comportamental e a avaliação física e nutricional são de fundamental importância. No entanto, alguns exames são de grande relevância, incluindo hemograma, dosagem hormonal, além de outros que podem identificar um déficit nutricional ocasionado pela abstinência alimentar. Outro exame que pode ser importante é a cintilografia de perfusão cerebral, que analisa áreas do cérebro que podem estar afetadas, dando um perfil do seu comprometimento, bem como da existência de alterações paralelas.9) Podemos dizer que todo indivíduo que está bem abaixo do peso ideal é anoréxico?De forma alguma. Temos que entender que a anorexia compreende uma alteração comportamental em que estará presente um desejo consciente de realizar uma restrição alimentar radical, baseada na distorção da imagem corporal, ou seja: Por mais que a pessoa esteja magra, ela não se vê como tal. Além disso, é de fundamental importância que se estabeleça uma avaliação que exclua outras doenças.10) Que tipo de doenças seriam?Principalmente as doenças consuptivas como neoplasias, tuberculoses, AIDS, tumores cerebrais etc.; além de diabetes e outras patologias endocrinológicas.

BULLYING

Bullying é um termo em inglês (bully – “valentão”) utilizado para descrever formas de violência verbais, físicas ou psico
lógicas, intencionais ou repetitivas praticado por um indivíduo ou um grupo para intimidar o outro individuo incapaz de se defender.
O bullying pode ser dividido em dois tipos: o bullying direto, a forma mais comum entre agressores masculinos; e o bullying indireto, forma mais comum entre as mulheres e crianças, sendo sua característica o isolamento social da vítima obtido por espalhar comentários, recusa em se socializar com a vítima, intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima, criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos como etnia e religião. Além desses meios utilizados pelo agressor, outros também são considerados como agressões como insultar a vítima, ataques físicos, danificar pertences e expressões ameaçadoras.
Por ser um problema mundial, vem ganhando grande espaço em discussões de especialistas em educação e outros profissionais que estão em campanha para diminuir sua incidência nos vários ambientes em que ele acontece ou pode acontecer como escolas, locais de trabalho, em casa, ambientes militares e de política e até mesmo em ambientes públicos.Por desrespeitarem princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, atos debullying configuram-se como atos ilícitos. Com isso várias pessoas estão recorrendo à justiça para que atos de
 bullying sejam ressarcidos de alguma forma. O Código Civil brasileiro determina que todo ato ilícito que cause dano a outra pessoa gera o dever de indenizar. A responsabilidade do ato também pode ser enquadrada no Código de Defesa do Consumidor levando escolas, por exemplo, a também terem responsabilidade sobre o ato tendo em vista que são prestadores de servidos aos consumidores.
No Rio de Janeiro foi sancionada uma lei estadual em 23 de setembro de 2010 obrigando escolas públicas e privadas a notificarem casos de bullying à polícia. Caso a lei seja descumprida, a multa pode chegar a 20 salários mínimos.
Uma pesquisa realizada em 2010 com 5.168 alunos de 25 escolas públicas e particulares revelou que os alunos de 6º e 7º anos são os mais atingidos pelas humilhações do bullying. Desses, 17% estão envolvidos de alguma forma sendo os agressores, ou agredidos, ou os dois. A partir de e-mails ofensivos e difamação em sites de relacionamento como orkut e twitter, o uso de tecnologias de informação e comunicação estão se tornando a forma mais comum de bullying chamado de cyberbullying.
Em março de 2011, um vídeo está circulando na internet virou sucesso pela vingança de um menino que sofria abusos na escola. Devido a esse vídeo, o IBGE informou que no Brasil também acontecem casos de bullying, como no vídeo apresentado, e os dados chegam a ser alarmantes, três em cada dez estudantes no Brasil sofrem de bullying. “…na base do bullying está alguma forma de preconceito. São em geral vítimas de bullying aquelas crianças ou adolescentes que carregam alguma marca desvalorizada socialmente: negros, gordos, portadores de certas deficiências ou dificuldades, meninas em alguns contextos, muito pobres, etc.”Bullying - É exercido por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa. 
Bullying - É exercido por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa.

alcolismo

beber. Não existe só um gole para um alcoolista… Estamos em tratamento para o resto da vida…” – Luiz Antônio, membro do AA Brasil.
Por Cristina A. Marques
O que destingue quem bebe socialmente, de quem está se tornando alcoólatra e de quem já é alcoólatra?
Segundo o doutor Winfred Overholser, superintendente do St. Elizabeth’s Hospital, em Washington, “…as linhas que separam os que bebem socialmente daqueles que estão se tornando alcoólatras e os que já são alcoólatras é difícel de ser definido pois o mecanismo biológico do alcoolismo ainda é incerto. O que sabemos com segurança é que está interrelacionado com questões pessoais de predisposição genética, saúde emocional e ambiente social. No entanto, em termos genericos, podemos afirmar, com pouca margem de erro, que:
a) O bebedor social - bebe ocasionalmente; não procura motivos para beber; para de beber quando sente que já atingiu seu limite; às vezes vai a alguma evento social e não bebe nada – mesmo com muitos bebendo em sua volta; etc.
b) O provável futuro alcoólatra – bebe com frequência (seja diária ou mesmo só em finais de semanas); procura motivos para beber; têm dificuldade de parar depois do primeiro gole; acredita que pode parar de beber quando desejar; se irrita quando dizem que estar bebendo muito; ocasionalmente diz para si mesmo que vai parar de beber, mas volta a beber na primeira ocasião; troca de bebida (!?); costuma dizer que não é bom misturar bebidas (!?); procura beber depois das 12:00 Horas, mas ocasionalmente bebe antes do almoço; começa a faltar ou chegar atrasado no trabalho por causa de ressacas; iniciar a ter apagões (se lembrando ou não do que ocorreu antes; ocasionalmente esconde bebidas; etc.
c) O alcoólatra – bebe com frequência (independente de horas, locais ou motivações); não luta mais contra o vício; acha que alcoólismo não é doença; bebe tudo que contém álcool; apaga com frequência, nada lembrando ou lembrando-se pouco do que ocorreu antes; etc.
Como saber se você é alcoólatra?
O questionário guia utilizado pelo Alcoólicas Anônimos (organização internacional com mais de 2 milhões de membros – alcoólicas em recuperação – em mais 157 países), quando aplicado por especialistas da saúde ou mesmo se respondido com sinceridade quando auto-aplicado, nos mostra em que ponto do caminho do alcoólismo nos encontramos.
Apesar da simplicidade os 12 pontos abordados neste questionário possui margem de acerto superior a 97,8%. Vale a pena conferir:
1. Já tentou parar de beber por uma semana (ou mais), sem conseguir atingir seu objetivo?
Muitos de nós “largamos a bebida” muitas vezes antes de procurar ajuda. Fizemos sérias promessas aos nossos familiares e empregadores. Fizemos juramentos solenes. Nada funcionou. Agora não lutamos mais. Não prometemos nada a ninguém, nem a nós mesmos. Simplesmente esforçamo-nos para não tomar o primeiro gole hoje. Mantemo-nos sóbrios um dia de cada vez.
2. Ressente-se com os conselhos dos outros que tentam fazê-lo parar de beber?
Muitas pessoas tentam ajudar bebedores – problema. Porém, a maioria dos alcoólicos ressente-se com os “bons conselhos” que lhes dão. (não impomos esse tipo de conselho a ninguém. Mas, se solicitados, contaríamos nossa experiência e daríamos algumas sugestões práticas sobre como viver sem o álcool).
3. Já tentou controlar sua tendência de beber demais, trocando uma bebida alcoólica por outra?
Sempre procurávamos uma fórmula “salvadora” de beber. Passamos das bebidas destiladas para o vinho e a cerveja. Ou confiamos na água para “diluir” a bebida. Ou, então, tomamos nossos goles sem misturá-los. Tentamos ainda beber somente em determinadas horas. Porém, seja qual for a fórmula adotada, invariavelmente acabamos embriagados.
4. Tomou algum trago pela manhã nos últimos doze meses?
Estamos convencidos (por experiência própria) de que a resposta a esta pergunta fornece uma chave quase infalível sobre se uma pessoa está ou não a caminho do alcoolismo, ou já se encontra no limite da “normalidade” no beber.
5. Inveja as pessoas que podem beber sem criar problemas?
É óbvio que milhões de pessoas podem beber (às vezes muito) em seus contatos sociais sem causar danos sérios a si mesmos, ou a outros. Você parou alguma vez para perguntar-se por que, no seu caso, o álcool é, tão freqüentemente, um convite ao desastre?
6. Seu problema de bebida vem se tornando cada vez mais sério nos últimos doze meses?
Todos os fatos médicos conhecidos indicam que o alcoolismo é uma doença progressiva. Uma vez que a pessoa perde o controle da bebida, o problema torna-se pior, nunca desaparece. O alcoólico só tem, ao fim, três alternativas: beber até morrer, ser internado num manicômio ou afastar-se do álcool em todas as suas formas. A escolha é simples.
7. A bebida já criou problemas no seu lar?
Muitos de nós dizíamos que bebíamos por causa das situações desagradáveis no lar. Raramente nos ocorria que problemas deste tipo são agravados, em vez de resolvidos, pelo nosso descontrole no beber.
8. Nas reuniões sociais onde as bebidas são limitadas, você tenta conseguir doses extras?
Quando tínhamos de participar de reuniões deste tipo, ou nos “fortificávamos” antes de chegar, ou conseguíamos geralmente ir além da parte que nos cabia. E, freqüentemente, continuávamos a beber depois.
9. Apesar de prova em contrário, você continua afirmando que bebe e pára quando quer?
Iludir a si mesmo parece ser próprio do bebedor problema. A maioria de nós que hoje nos encontramos., tentou parar de beber repetidas vezes sem ajuda de fora. Mas não conseguimos.
10. Faltou ao serviço, durante os últimos doze meses, por causa da bebida?
Quando bebíamos e perdíamos dias de trabalho na fábrica ou no escritório, freqüentemente procurávamos justificar nossa “doença”. Apelamos para vários males para desculpar nossas ausências. Na verdade, enganávamos somente a nós mesmos.
11. Já experimentou alguma vez ‘apagamento’ durante uma bebedeira?
Os chamados “apagamentos” (em que continuamos funcionando sem contudo poder lembrar mais tarde do que aconteceu) parecem ser um denominador comum nos casos de muitos de nós que hoje admitimos ser alcoólicos. Agora sabemos muito bem quais os problemas que tivemos nesse estado “apagado” e irresponsável.
12. Já pensou alguma vez que poderia aproveitar muito mais a vida, se não bebesse?
Não podemos resolver todos os seus problemas. Porém, no que se refere ao alcoolismo, podemos mostrar-lhe como viver sem os “apagamentos”, as ressacas, o remorso ou o desconsolo que acompanham as bebedeiras desenfreadas. Uma vez alcoólico, sempre alcoólico. Portanto, evitamos o “primeiro gole”. Quando se faz isto, a vida se torna mais simples, mais promissora e muitíssimo mais feliz.
Resultado
Se respondeu SIM a quatro ou mais questões, sinto dizer-lhe, mas ou você já é um alcoólatra ou brevemente o será! Esta categorica afirmação não é mera teoria, mas resultado de milhares de estudos, observações e experiências realizadas com alcoólicos recuperados.
O que é Alcoólismo?
É o consumo consistente e excessivo e/ou preocupação com bebidas alcoólicas ao ponto deste comportamento interfira com a vida pessoal, familiar, social ou profissional da pessoa. O alcoólismo é a maior doença social do nosso tempo, atingindo 12,3% da população mundial. “É uma doença progressiva, incurável e fatal”, resume Nilo, membro do AA Brasil.
E, ao contrário do que muitos imaginam se não tratado a tempo o alcoólismo resulta em doenças psicológicas e fisiológicas, causando a morte de 2,3 milhões de pessoas por ano (3,7% da mortalidade mundial), segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde.
Quando buscar ajuda?
A barreira inicial a ser rompida pela familia e amigos de quem está a um passo para se torrnar alcoólatra é a dificuldade e faze-lo entender que a bebida se transformou em um sério problema em sua vida. Nessas situações a ajuda de familiares, amigos(as) e orientadores do AA – Alcoólicas Anônimos – é imprescindível para o início do tratamento com sucesso.
Tratamentos
Não existe cura para o alcoólismo ou qualquer caso de dependência química. Só existe tratamentos que, por envolver questões de genética, psicologica e biológica são complexos e seus resultados dependem basicamente do estado do paciente. E na grande maioria dos casos o próprio paciente não consegue perceber o quanto está envolvido com a bebida, negando continuamente sua dependência, sua falta de controle e até mesmo o uso! Nestes casos o tratamento é iniciado conscientizando o paciente a reconhecer seu problema, da necessidade de abster-se o álcool e iniciar um tratamento, inclusive com internação para desintoxicação.
Há diversas evidências de que os tratamentos comportamentais cognitivos objetivando melhoras do autocontrole e das habilidades sociais contribuem consistentemente com redução do alcoolismo.
Entre as formas de tratamento mais indicadas atualmente está o programa dos 12 passos – do AA, baseado na aceitação da doença, enfrentamento e prevenção a recaída. Estudos também indicam que o apoio da família no processo de tratamento do alcoólatra contribui decisivamente com a melhora dos resultados.
As recomendações atuais para tratamento do alcoólismo, envolvem duas etapas:
a) Desintoxicação – Geralmente realizada por alguns dias sob supervisão médica, permite combater os efeitos agudos da retirada do álcool do organismo. Dados os altíssimos índices de recaídas, no entanto, o alcoolismo não é doença a ser tratada exclusivamente no âmbito da medicina convencional.
b) Reabilitação – Depois de controlados os sintomas agudos da crise de abstinência, seja por meio de internação ou através de tratamento ambulatorial, os pacientes devem ser encaminhados para programas de reabilitação, cujo objetivo é ajudá-los a viver sem álcool no sangue, como os grupos de auto-ajuda (AA). É oportuno lembrar que as recaídas são comuns nos pacientes alcoólatras.
Familiar precisa de tratamento?
É difícil conviver com membro da família que tem problemas com bebida. Ao invés de tentar controlar esta pessoa ou encobrir o problema, encoraje-a a buscar ajuda no AA e tratamento apropriado. Ainda que seu familiar se recuse a pedir ajuda, vá atrás de ajuda e suporte para ele e para você mesmo.
A onde encontrar ajuda?
Brasil
1. AA Brasil – Plantão 24 Horas:11 3315-9333
2. Alcoolismo – Dê a volta por cima. Marque a região onde mora e veja o endereço mais próximo onde poderá receber ajuda.
Portugal
1. AA Portugal – Para maiores informações: +351 217 167-840
Outros países
Fontes
1. Alcoólicos Anônimos – Brasil
2. Alcoolismo – Dê a volta por cima. Um dos sites referência mundial sobre alcoolismo em português.
3. Alcoólicos Anônimos – Portugal
6. Alcoholics Anonymous - World Services, Inc